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sábado, 21 de julho de 2012

Aprenda aumentar carga na bateria de seu notebook


Parece incrível, mas, sempre que você mais precisa do seu notebook, a bateria dele acaba, deixando você na mão. Isso certamente já deve ter acontecido com você por inúmeras razões. Apesar de não ser possível aumentar a potência de sua bateria, há como monitorá-la e fazer ajustes que prolonguem sua vida útil. Siga os passos deste tutorial e viva em paz com seu computador.

Usando o Battery Optimizer


Para começar, instale o Battery Optimizer, que será o programa utilizado para ajudar você a monitorar a bateria do seu notebook. A aba superior “Home” exibe um panorama geral do seu sistema, mas é preciso encontrar mais detalhes. Clique em “Run Diagnostic” para obter todas as informações sobre a sua bateria.


Na tela seguinte, escolha entre os dois modos de escaneamento oferecidos: “Express Scanning Mode”, para uma varredura mais rápida, ou “Comprehensive Scanning Mode”, para resultados mais profundos e detalhados.


Selecione “Begin Diagnostic” para iniciar o procedimento. Procure não utilizar o notebook durante o diagnóstico, caso contrário pode haver inconsistências nos resultados. Sua conexão com a internet, Bluetooth, brilho da tela etc. serão interrompidos e modificados durante o processo. Isso é normal.


Assim que o procedimento acabar, você verá os resultados:

  • “Current Battery Charge” mostra a porcentagem de carga atual em sua bateria;
  • “Battery Health” indica o nível de qualidade da sua bateria;
  • “Time Left at Current Charge” mostra o tempo restante até que a bateria acabe;
  • “Potential Battery Life” mostra o tempo máximo de duração que pode ser obtido; e
  • “Potential Gain in Battery Life” exibe os minutos a mais que podem alcançados com todas as otimizações.


Clique em “Optimize Battery Life” para definir os processos, programas e itens que podem ser desativados para aproveitar ao máximo o poder da bateria. Depois, confirme suas escolhas com a opção “Perform optimizations”. Se você desejar, salve essas configurações com a opção “Save As Profile”, que as transformam em um perfil de uso.


Mais detalhes


Com isso, você já sabe o que pode ser feito para conseguir aproveitar topo o potencial da sua bateria. Para ter uma noção mais detalhada do que está acontecendo com a carga do seu notebook, clique na guia “Monitoring”. Ela exibe um gráfico de consumo de energia e mostra os períodos de carregamento e de uso apenas na bateria.


Para reativar um perfil de energia salvo anteriormente, vá até a aba “Profiles”. Ela guarda todos os ajustes que você decidiu salvar para que eles possam ser ativados rapidamente. Para fazer isso, clique em “Activate” no item que deseja utilizar ou em “Edit”, caso seja necessário fazer outros ajustes.


Dentro da mesma guia, você pode escolher:

  • “Original settings”, que reativa as configurações de fábrica do seu computador;
  • “Turn all off”, que desativa todas as opções que consumem energia, como Bluetooth e Wi-Fi; e
  • “Turn all on”, que religa todas as opções de uso e mantém o nível de brilho da tela em 100%.
Seguindo para a seção “Options”, é possível restaurar opções de energia que foram utilizadas anteriormente através da guia “Restore”. Para fazer isso, selecione o perfil que você deseja usar novamente e clique em “OK” para confirmar.


Para ser alertado assim que sua bateria alcançar determinado nível de energia, vá até a guia “Monitoring”. Lá, marque a caixinha “When My Battery Life Drops Below:” e defina os minutos restantes antes que seu notebook seja desligado. Para ser avisado quando o uso da bateria atingir certa porcentagem, ative a opção “When My Battery usage Increases By:” e determine um valor.


Se você deseja que perfis de energia sejam ativados automaticamente, por exemplo, quando o notebook estiver sendo usado apenas na bateria, acesse a aba “General”. Marque a caixa “Automatically change my profiles” e escolha os perfis para “Plugged in Profile” (quando o computador está conectado a uma fonte de energia externa) e Unplugged Profile (quando apenas na bateria).


Dicas para você


Para fazer com que sua bateria dure ainda mais ao longo do tempo, também é importante que você faça um ciclo completo de carga e descarga ao menos uma vez por mês. Como? A cada 30 dias, faça o seguinte:

  • Recarregue sua bateria por completo, como você faz normalmente;
  • Utilize seu notebook sem recargas intermediárias até que ele desligue sozinho; e
  • Realize mais uma carga completa e utilize o aparelho normalmente.
Ao fazer isso, os íons da bateria conseguem realizar um ciclo completo de carga e descarga, o que faz com que o equilíbrio seja reestabelecido. Caso você esteja curioso, tenha dúvidas ou queira saber mais sobre como as baterias funcionam, dê uma olhada neste artigo. 

Congelando o HD pode-se recuperar todos os dados



Chega um dia na vida de qualquer pessoa que costuma utilizar o computador com frequência em que, inevitavelmente, acontece um problema grave de hardware. Por melhor conservada que seja a máquina, é natural que depois de algum tempo os componentes se desgastem, precisando ser substituído por novos dispositivos.

O problema é quando o componente que falha é justamente o disco rígido, no qual estão gravados todos os documentos e configurações importantes. Depois de várias tentativas de religar a máquina, nenhuma delas bem sucedidas, é hora de encarar a realidade – ou aceitar que tudo foi perdido, ou gastar uma boa quantia de dinheiro em um técnico especializado que vai recuperar os documentos.

Antes de apelar para uma dessas decisões é possível tentar um método que pode parecer estranho: colocar o componente no congelador. Histórias que envolvem o procedimento não são difíceis de encontrar, porém todas são consideradas meras lendas e conversa de quem não entende nada de informática.

Porém, isso realmente funciona, embora nem todos os casos possam ser resolvidos. Aqui tem toda a explicação por que congelar um disco rígido pode ser uma solução útil para recuperar arquivos importantes em um componente danificado. Acompanhe abaixo as explicações, e não deixe de postar sua opinião em nossa seção de comentários.
Verdade, mas não em todos os casos.

É realmente possível acessar os dados gravados em um disco rígido danificado após deixá-lo certo período de tempo em um congelador ou freezer, porém nem todos os casos podem ser resolvidos dessa forma.

Congelar os componentes pode funcionar em casos de danos físicos, como quando as camadas que forma o HD ficam desreguladas e começam a friccionar. Isso acontece graças ao princípio da contração, no qual um corpo tende a diminuir seu volume quando exposto ao frio.


Dessa forma, caso as camadas estejam desalinhadas, congelar o HD vai fazer com que sua superfície diminua, acabando com o problema de fricção que impedia a leitura dos dados. Da mesma forma, caso a cabeça de leitura esteja arranhando as trilhas por estar muito próxima delas, congelar o dispositivo faz com que o problema seja solucionado.

Porém, vale notar que a solução não é definitiva, e após algum tempo de uso o dispositivo voltará a apresentar os problemas anteriores. Isso porque, conforme vão aquecendo, os componentes do HD voltam ao tamanho original, o que reinicia os processos físicos responsáveis pelos erros apresentados.

Portanto, caso você decida apelar para este método, o recomendado é que possua um disco rígido complementar e simplesmente realize a transferência de arquivos para o dispositivo que funciona corretamente. Esse processo pode não ser muito prático e muitas vezes requer diversos congelamentos do HD, mas sai mais barato recuperar dados do que pagar um técnico especializado.

Como realizar o procedimento:

Seu disco rígido parou de funcionar e, depois de várias tentativas, nenhuma foi bem sucedida em iniciar o dispositivo. Então chegou a hora de recorrer a métodos drásticos, como colocar o dispositivo no freezer e rezar para conseguir algum tempo a fim de recuperar dados importantes.

Porém, esse procedimento não deve ser feito de maneira qualquer, pois resulta em ainda mais problemas que vão destruir de vez qualquer esperança. Para evitar problemas, o Baixaki lista abaixo os passos necessários para congelar seu HD de maneira adequada e evitar qualquer dor de cabeça.

    

1) Remova o dispositivo do computador;

2) Envolva o HD em um saco plástico (daqueles utilizados para guardar alimentos), certificando-se de deixar a menor quantidade de ar possível;

3) Coloque o conteúdo em outro saco plástico, por questões de segurança;

4) Agora é hora de colocar o HD envolvido pelos dois sacos plásticos no freezer ou congelador. O recomendado é que você deixe o componente na parte mais fria possível, para obter o máximo de congelamento;

5) Deixe o disco rígido no local por um tempo, enquanto realiza outras tarefas. Não é possível afirmar qual a quantidade de tempo ideal, mas em geral é preciso deixar o dispositivo cerca de 12 horas dentro do freezer para que os componentes diminuam de volume;

6) Depois de se certificar que o HD está bem congelado, retire-o do congelador e o conecte novamente ao computador. De preferência, deixe o dispositivo fora da máquina, para evitar que volte a aquecer de maneira muito rápida;

7) Inicie a máquina e comece a transferir para outro disco rígido todos os dados importantes que deseja recuperar, com prioridade para documentos essenciais;

8) Durante o procedimento, pode acontecer de o dispositivo apresentar problemas e deixar de funcionar novamente. Isso acontece quando o HD já aqueceu o suficiente para que os componentes físicos voltem a apresentar conflitos. Caso isso aconteça, é hora de colocar o dispositivo no freezer mais uma vez;

9) Repita as etapas anteriores até recuperar todos os dados desejados.


A superfície solar e seus mistérios



De acordo com a NASA, o telescópio Hi-C, enviado ao espaço recentemente, capturou as imagens mais definidas já registradas da atmosfera solar. As imagens de altíssima resolução poderão ajudar os cientistas a entender o comportamento dessa camada de gases e seu impacto sobre o ambiente espacial do nosso planeta.

As temperaturas da atmosfera solar, também conhecida como coroa, chegam a alcançar milhões de graus Célsius, tornando-a mais quente inclusive que a sua superfície. Segundo a agência espacial norte-americana, o telescópio capturou um total de 165 imagens, focando especialmente nas áreas mais ativas.

Uma definição extremamente alta.



Além disso, as imagens foram capturadas em extremo ultravioleta e com uma resolução cinco vezes mais alta do que as capturadas pelo satélite SDO, em missão para realizar observações sobre a dinâmica solar.
Só para que você tenha uma ideia, as imagens registradas pelo SDO mostram a superfície solar como se nos encontrássemos a uma distância de pouco mais de mil quilômetros, enquanto que as capturadas agora pelo Hi-C mostram as imagens como se estivéssemos a apenas 217 quilômetros.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Curiosidades: Nanotubos de carbono


O homem utiliza fibras das mais diversas naturezas desde a antiguidade. Os egípcios, por exemplo, além do linho com que faziam suas roupas, utilizavam junco na construção de barcos e o papiro para formar folhas de escrita. Desde 1991, os cientistas têm pesquisado mais uma fibra com enorme potencial econômico: os nanotubos de carbono.

Para entender o que é um nanotubo de carbono (CNT, do inglês carbon nanotube), pegue uma folha de papel, e enrole-a, encostando uma das extremidades da folha na outra, sem sobrepor material. Esse enrolamento, no caso dos CNTs, é feito quimicamente em “folhas” monoatômicas de grafite – sim, praticamente o mesmo que você usa no seu lápis. A estrutura química dessa substância – que permite a você escrever com ela – também permite a separação de camadas finíssimas do material. Idealmente, essas camadas têm exatamente um átomo de espessura, porém é possível separar camadas mais grossas.

Nanotubos de carbono sendo criados pela deposição de vapor assistida por plasma

Com a “folha” de grafite separada do resto do material – através de reações químicas complexas, envolvendo calor, eletricidade e metais como o ferro, o níquel ou o cobalto – os cientistas forçam o carbono a criar um túnel, semelhante àquele criado por você ao enrolar a folha de papel. Como na química é muito difícil algo existir com “pontas soltas”, entretanto, os nanotubos de carbono apresentam tampas – também formadas por átomos de carbono – em suas extremidades.

Até agora os CNT apresentam dois desafios aos cientistas. 

O primeiro deles é a dificuldade em se obter fibras longas. Até o presente momento, não se conseguiu produzir, de maneira confiável, nanotubos de carbono com mais do que poucos milímetros de comprimento. Além desse problema, existe também a necessidade de se descobrir como produzir esse material em larga escala, para uso industrial.

Mas para que servem os nanotubos de carbono?

Uma resposta rápida e direta seria: para quase tudo. Dependendo da maneira com que são produzidos, os CNTs apresentam características físicas e químicas diferentes. Como podem apresentar diversas configurações moleculares, cada uma dessas estruturas se comporta de modos até mesmo opostos às moléculas de mesma composição.

Diferentes configurações moleculares alteram as propriedades do composto

Por exemplo, dependendo da maneira com que os átomos de carbono estão dispostos na estrutura, o CNT pode ser condutor ou semicondutor. Um nanotubo condutor é até 1000 vezes mais eficiente na transmissão de eletricidade do que os fios de cobre utilizados atualmente. 

Já um nanotubo semicondutor, por suas dimensões reduzidas, pode ser utilizado para incluir – em objetos de dimensões mínimas – circuitos eletrônicos refinados. Uma das possíveis aplicações dos CNTs é a construção de nano processadores capazes de substituir os chips produzidos atualmente, feitos com silício. Isso é importante por diversos motivos, entre eles a diminuição da necessidade de mineração, já que o grafite pode ser produzido em laboratório a partir de outros materiais, e também por diminuir o tamanho de equipamentos eletrônicos e computacionais a dimensões microscópicas.

Outras aplicações dos nanotubos de carbono estão voltadas à conservação e transmissão eficiente de energia. No Massachussets Institute of Technology (MIT), pesquisadores conseguiram transformar grupamentos de nanotubos de carbono e fulerenos – uma molécula de carbono com estrutura semelhante à de uma bola de futebol – em células solares, capazes de capturar e transmitir a energia solar de maneira mais eficaz que as células fotovoltaicas atualmente em uso.

Nanotubos de carbono vistos ao microscópio eletrônico

Ainda no âmbito de energia elétrica, os CNTs podem ser alinhados sobre uma folha de celulose – principal componente do papel. Nessa configuração, cada nanotubo age como um eletrodo, capaz de conter e transmitir energia. Assim, essa folha de papel se transforma num tipo de bateria. Além de poder fornecer energia de forma contínua e regular – como uma pilha comum – a bateria de papel também se comporta como um supercapacitor – semelhante aos componentes responsáveis pelos flashes das máquinas fotográficas – capaz de distribuir um pulso enorme de energia em questão de milissegundos.

Saindo da eletrônica, nanotubos de carbono poderão ser usados – quando sintetizados em comprimentos maiores do que os atingidos atualmente – na indústria têxtil, substituindo outras fibras na composição de tecidos de alta resistência. Alguns cientistas, testando as propriedades físicas do material, concluíram que uma roupa tecida de CNTs seria uma armadura corporal mais eficiente do que o kevlar – material utilizado na fabricação de coletes à prova de balas.

Ainda contando com a extraordinária resistência à tensão dos nanotubos, estes poderão ser utilizados na construção civil, substituindo cabos de aço. Testes de laboratório indicam que a resistência à quebra de um CNT é quase duzentas vezes maior do que a de um cabo de aço. Essa mesma resistência também leva a NASA – agência espacial norte-americana – a testar compostos de CNTs na construção da fuselagem de foguetes e ônibus espaciais.

Quando essas maravilhas estarão ao meu alcance?
Estrutura tridimensional de um nanotubo de carbono

Muitos outros usos para esse material ainda serão descobertos ou inventados até que a produção em escala industrial se torne realidade. Em termos de ciência de materiais, provavelmente os nanotubos de carbono são o assunto mais pesquisado e discutido nos últimos anos, e isso não tende a mudar tão cedo.

Entretanto, como a tecnologia muda com uma velocidade impressionante, a previsão de alguns anos para a chegada de equipamentos criados a partir de CNTs pode ser abreviada sem nenhum aviso. O composto do futuro pode estar disponível ao público mais cedo do que se imagina.